Etiquetas

Atrás de palco e de povo, artistas enfrentam o drama do teatro

Espaço paulistano de resistência cultural durante a ditadura, o Teatro Paiol, construido no fim dos anos 60, está à venda. O Auditório Celso Garcia, histórico berço de reivindicações trabalhistas e de atividades artísticas para o operariado, sofreu incêndio em 2008 e está fechado. O Teatro de Arte Israelita Brasileiro (TAIB) está em reforma… Enfim, esses são apenas exemplos da realidade dos teatros na capital de São Paulo. Há dificuldades de toda ordem. O número de pautas que os grupos teatrais têm, e os concorridos espaços ainda disponíveis na cidade, geram uma espera de seis meses a um ano para a encenação de um espetáculo. Os alugueis centrais são caros, a segurança de algumas áreas é precária, afastando o público e desestimulando os produtores.
“Os 25 Centros Educacionais Unificados (CEUS), construídos em bairros onde atividades culturais eram praticamente inexistentes, abrigam teatros com 500 lugares que atualmente não cumprem mais sua proposta inicial. Editais são publicados, mas não há verba. O ator vai viver de que? De água?”, pergunta Amilton Ferreira, ator e produtor catarinense que mora em São Paulo há 37 anos.
No ano passado, Amilton começou a fazer um levantamento de salas de espetáculo alternativas. Sua pesquisa, realizada em todas as zonas urbanas, lista vários teatros, desconhecidos ou não do público, que estão inativos, com obras paralisadas, abandonados, à venda ou em fase de recuperação. Cita também algumas salas de cinema que, para se manterem abertas, oferecem programação não necessariamente cultural.

SALAS FECHADAS, PRAÇAS ABERTAS
Foi sob essa realidade, detalhada por Amilton em 2008 mas formada ao longo dos últimos anos, que o Movimento Ocupação Cultural, interessado em dinamizar o Centro Antigo de São Paulo, passou a propor o uso e a usar as praças da cidade como palcos de eventos culturais. Criado na década de 70, o grupo, com seu olhar visionário, levou seus espetáculos fora do eixo Rio-São Paulo com apresentações em escolas públicas das periferias, favelas, hospitais, praias, aldeias indígenas e presídios, em todo o Brasil.
O projeto é do empreendedor Fábio Ávila e conta com a colaboração de Maria Célia Camargo, produtora e atriz. A cada dois meses, o Movimento apresenta atrações simultâneas no Centro Antigo paulistano durante um fim de semana.
Apresentado à população em agosto do ano passado, o projeto piloto teve, por exemplo, a exibição do filme Os dois filhos de Francisco, de Breno Silveira. Maria Célia lembra a emoção do público ao se reconhecer no filme sob vários aspectos: lembranças das origens, recuperação da memória pessoal, enfim, sentimentos que colaboram para a auto-estima do cidadão.
Agora, Ocupação Cultural assume dimensões que envolverão todo o município, proporcionando a interação de diversas comunidades presentes e culturalmente atuantes nas subprefeituras de São Paulo. Para a o aniversário da cidade, dias 23 e 24 deste mês, o Ocupação Cultural programou, entre outras, apresentações do Ballet Stagium.

PARCERIAS E PROMESSAS DESPERTADAS
A divulgação da pesquisa de Amilton Ferreira sobre os teatros paulistanos, através da rede, já mostra resultados concretos: uma parceria com a Associação Portuguesa de Desportos, cujo teatro, com capacidade de 350 lugares, estava fechado há 3 anos, viabilizou a recuperação da planta original e um projeto para sua reabertura. O empreendimento vai ser divulgado por um grupo de agências de propaganda junto a potenciais investidores.
Há ações “solitárias”, como o caso de um ex-aluno de escola pública construída há 100 anos, que agilizou, sob a lei de incentivo, o investimento, pela empresa onde trabalha, de R$ 4 milhões na recuperação do teatro da escola.
Neste embalo, proprietários de cinema do centro também se propõem a transformar suas salas em espaços de cultura. A Cinelândia Paulistana, que foi a grande diversão dos paulistanos nas décadas de 40 e 50, está degradada como quase todo o centro da cidade.
O proprietário dos cines Dom José Windsor, que fazem parte da Cinelândia, associou-se ao movimento criado pela Associação Comercial de São Paulo, que abrange gastronomia, turismo e cultura. Pretende fazer das salas Centros Culturais.
Essa movimentação não é exclusiva de São Paulo. Há vários grupos atuantes nas outras capitais e cidades do interior com programações que atraem público visando, também, despertar interesse nos produtores e investidores culturais.
A presença de um ponto cultural ativo, afeta positivamente a comunidade e seu entorno. Participando da programação o público amplia o lazer além das opções oferecidas pela TV e pela internet, desenvolvendo laços de compromisso e responsabilidade com seu ambiente.

Para saber mais
Amilton Ferreira

http://agitadorcultural.zip.net/

Auditorio Celso Garcia

http://www.umdoistres.com.br/magazine/alcindogarcia/classes%20laboriosas.htm

Ballet Stagium

http://www.stagium.com.br/home_port.cfm

Cinemas Antigos de São Paulo
http://cinemafalda.blogspot.com/2009 04 01 archive.html
Ocupação Cultural
WWW.ocupacaocultural.com.br
Teatro Paiol

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=espetaculos_biografia&cd_verbete=467

Teatro TAIB
www.icibr.org.br
Turismo no centro

http://www.cidadedesaopaulo.com/turismonocentro/

FONTE: Amilton Ferreira
3869-9554 – 8787-6187 – 8096-5246
AGITADOR CULTURAL – UOL Blog

http://agitadorcultural.zip.net/

Popularity: 6% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Novo Teatro Brasileiro de Comédia – Funarte-SP

TEATRO BRASILEIRO DE COMÊDIA
Novo Teatro Brasileiro de Comédia espera reforma estrutural
Antes de transformar o TBC em memorial das artes cênicas, a Funarte pretende realizar ali uma reforma estrutural de custo estimado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Está em curso uma licitação para contratar a empresa que fará um laudo técnico sobre o imóvel.
R. MAJOR DIOGO, 315/ BELA VISTA / ESTA SENDO REFORMANDO PELA

FUNARTE/SP

Coordenadoria Funarte – São Paulo
Al. Nothmann, 1058 – Campos Elíseos
Cep 01206-001 – São Paulo/SP
Tel: (+11) 3662-5169 3662-5171 e 3662- 5177
email: sp@funarte.gov.br

Coordenador interino
Coordenador interino
Roberto Bicelli
rbicelli@funarte.gov.br

Subg erente administrativo
Aline Martini
aline_martini@funarte.gov.br

Artes cênicas
Marco Antônio Rodrigues
darte@terra.com.br

Reinaldo Maia
maiarc@hotmail.com

Equipe técnica

Administração
Marco Aurélio dos Santos Silva
marcoaurelio@funarte.gov.br

Administração cultural
Alexandre Koji Shiguehara
alexandrekoji@funarte.gov.br

Flávia Vieira Pozzatti
flaviapozzatti@funarte.gov.br

Lia Mity Ono
lia@funarte.gov.br

Comunicação
Ana Mello
comunicacaosp@funarte.gov.br

Antes de transformar o TBC em memorial das artes cênicas, a Funarte pretende realizar ali uma reforma estrutural de custo estimado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. Está em curso uma licitação para contratar a empresa que fará um laudo técnico sobre o imóvel.

O principal problema é uma infiltração no telhado, que alimenta uma poça d’água no palco do “TBCzão”, encharca o subsolo e deixa úmidas as paredes da sala Ronaldo Ciambroni (antiga Assobradado). Falta de luz e de ventilação contribuem para o mofo. Os extintores de incêndio têm a garantia vencida (outubro de 2009). E há restos de almofadas, pedaços de portas e janelas e esqueletos de poltronas por toda parte.

A Funarte diz que dois funcionários fazem diariamente a limpeza do prédio e que, ao comprá-lo, no fim de 2008, desratizou e descupinizou o local.

A manutenção é dificultada pela quantidade de anexos construídos ao longo dos anos, que multiplicaram corredores, camarins e depósitos, dando ares labirínticos à construção.

O presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, afirma que as obras na estrutura devem começar em 2010. Segundo ele, desenho definitivo, orçamento e prazo de entrega do centro de referência do teatro só serão definidos depois da reforma no “esqueleto” do prédio.

Posse da marca

Por enquanto, a ideia é que o “TBCzão” priorize montagens de textos nacionais e que a sala Ronaldo Ciambroni (no segundo andar, atualmente com 280 lugares) acolha espetáculos menores e palestras. O primeiro andar, onde hoje fica a pequena sala Repertório, receberia mostras multimídia ou exibições de figurinos e cenários históricos. A administração se acomodaria no terceiro andar.

Além de buscar financiamento, o projeto encara entrave burocrático: a empresária Magnólia do Lago, dona do imóvel de 1982 a 2008, enviou à Funarte duas notificações extrajudiciais em que pleiteia a venda da marca TBC.
Ela cobra R$ 3 milhões pela sigla TBC, outros R$ 3 milhões pelo nome Teatro Brasileiro de Comédia e mais R$ 1 milhão por equipamentos e objetos que estão no prédio — e que, segundo a fundação, são obsoletos e, portanto, não interessam.

A Funarte diz ser detentora da marca desde novembro de 2007, quando firmou o contrato de locação que precedeu a aquisição do edifício. Há nele uma cláusula que prevê a venda das duas marcas à locatária.

Outro lado

Magnólia do Lago foi procurada pela reportagem para falar das notificações e da conservação do prédio, mas não quis se pronunciar.

FONTE: Amilton Ferreira
3869-9554 – 8787-6187 – 8096-5246
AGITADOR CULTURAL – UOL Blog

http://agitadorcultural.zip.net/

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Morre Vicente Maiolino

Mais uma vitima de violência no Rio de Janeiro, Vicente Maiolino de 55 anos, faleceu nessa manhã de terça-feira, vitimado por 6 tiros em Santa Tereza, no dia 31 de dezembro de 2009.

O diretor de teatro, que já havia recebido diversos prêmios, dentre eles, o Mambembe, em 1985, faleceu no hospital Souza Aguiar, onde estava internado no CTI.  A policia não concluiu se o diretor foi vitima de assalto ou homicídio, e os assassinos ainda não foram localizados.

12_MHG_maiolino12

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

RESPOSTA DE CAIQUE BOTKAY A BARBARA HELIODORA, DEPOIS QUE ELA DISSE NUMA CRÍTICA QUE O TEATRO INFANTIL É SUPERFICIAL.

Estreante em cartas a jornais, creio que posso contribuir com um importante assunto muito pouco abordado: a dramaturgia no teatro para a infância e juventude. A vontade de escrever me ocorreu ao ler um trecho da crítica da estimada Sra. Barbara Heliodora a respeito da peça A marca do Zorro. O trecho em questão diz: “(a criação do espetáculo)… é toda realizada em tons exagerados e/ou caricatos mais característicos do teatro infantil, onde a superficialidade na composição dos personagens é a norma.”

Os interessados em dramaturgia infanto-juvenil têm lutado há anos para discutir os meios de aprofundar a linguagem para teatro deste segmento, que, afinal, será o primeiro gerador de platéias críticas para um futuro “teatro adulto”. Comecei a trabalhar em teatro em 1974 na peça Histórias de lenços e ventos, de Ilo Krugli, que teve belas críticas de Yan Michalski e de Ana Maria Machado, ela própria autora de diversos personagens e livros que a conduziram ao prêmio Hans Christian Andersen do ano 2000, também conhecido como “pequeno prêmio Nobel”, por ser orientado ao que de melhor se escreve no planeta para as crianças. Instituído em 1956, somos dos raros países a ter duas agraciadas, também com Lygia Bojunga Nunes em 1982. Foi dela, aliás, o denso texto que gerou a peça Ensaio nº 2, O Pintor, dirigido e adaptado por Bia Lessa em 1985.

Creio na urgência de que, cada vez mais, possamos transformar, junto com dezenas de novos autores, o que pode ter sido considerado superficial nos anos 40. Temos inúmeras obras sérias e reflexivas desde então até nossos debates dos dias de hoje. E, quanto à “norma” descrita, posso, além dos nomes já citados, falar de Maria Clara Machado, Sylvia Orthof, Marília Gama Monteiro, João das Neves, Tonio Carvalho, Magda Modesto, grupos Hombu, Sobrevento, Navegando e tantos outros que aqui não caberiam. Mas é importante ressaltar outras iniciativas, como o Centro de Pesquisa e Estudo do Teatro Infantil – CEPETIN, o Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Adolescência – CBTIJ, o Centro de Referência do Teatro Infantil/Teatro do Jockey, o incentivo do SESC e o grupo Ventoforte em São Paulo. Para quem quiser comprovar o alto nível de nosso teatro para a infância e a juventude, recomendo as peças O milagre do santinho desconfiado, direção de Lucia Coelho, Ogroleto, direção de Karen Acioly, O Cavalinho Azul, direção de Cacá Mourthé, Os Irmãos Brothers,  A mulher que matou os peixes e outros bichos, de Clarice Lispector, dirigido por Cristina Moura e adaptado por Isabel Muniz… A lista é grande.

Para terminar, cito a brilhante frase de Stanislawsky: “o teatro para crianças é como o teatro para adultos, só que melhor”.

Caíque Botkay

Popularity: 4% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Eu te amo mesmo assim

Estreia: Eu te amo mesmo assim, no Sesc Rio Casa da Gávea!

Janeiro.2010

“Comerciários com carteirinha têm 50% de desconto para os espetáculos e descontos variáveis para as oficinas, mediante pré-inscrição no local. Faça sua matrícula no Sesc Rio Casa da Gávea”.

Em cartaz na Sala Chiquinho Brandão
Eu Te Amo Mesmo Assim

Direção: João Sanches
Supervisão: João Falcão
Com Laila Garin e Osvaldo Mil
Músicos: Pepê Barcellos, Ricco Viana, Rick de la Torre e Toninho Ahn.

Temporada 08 de janeiro à 07 de março
Sexta e sábado, 21hs.
Domingo, às 20hs.
Ingresso: R$ 20,00

Em cartaz na Sala Chiquinho Brandão
A Prova de Fogo

Quintas-feiras, às 21h00.
Temporada 14 de janeiro a 04 de fevereiro.
Entrada R$20,00.

“Curta na Gávea ”
Curadoria: Denise Del Cueto

Programação:
“Como se Morre no Cinema” – Dir. Luelane Correa (doc/fic)
“TPM” – Dir. Sergio Rossini (fic)
“Filtro de Papel” – Dir. Eliane Giardini e Mariana Betti (fic)
“Negócio Fechado” – Dir. Rodrigo Costa (fic)

Haverá um debate ao final com as diretoras do filme Filtro de Papel

Dia 12 de janeiro às 20hs.
Entrada Franca.

Oficinas Casa da Gávea

Oficina de Interpretação pra Iniciantes com Marcello Gonçalves
Terça-feira das 10h30m às 13h30m
R$180,00 / mês
Início dia 19 de janeiro.

Oficina de Roteiro – Construindo Cenas Curtas com Jô Bilac
Segunda-feira das 15hs às 17hs
R$ 180,00 / mês

Oficina de Interpretação com Anderson Cunha
Segunda-feira das 10h30m às 13hs
R$ 180,00 / mês
Início dia 11 de janeiro.

Curso para Atores “Desenvolvimento da Cena” com Paulo Giardini
Terça-feira das 15h30m às 18h30m
R$ 180,00 / mês
Início dia 12 de janeiro.

Oficinas regulares

Teatro para Adolescentes com Luisa Thiré
Quarta-feira das 17 às 19hs
R$ 180,00 / mês

Interpretação para maiores de 50 anos com Bia Junqueira
Quinta-feira das 14hs às 16hs
R$ 190,00 / mês

Para saber mais sobre as novas Oficinas e outras atividades da Casa da Gávea, visite o nosso site: www.casadagavea.org.br

APOIO:

CASA DA GÁVEA: Praça Santos Dumont, 116 sobrado
CEP: 22470-060 | Gávea – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 21 2239-3511 / 21 2512-4862
E-mail: casadagavea@terra.com.br

www.casadagavea.org.br

Popularity: 4% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Garis de São Paulo são humilhados novamente pela Band

Atitude que confirma que a desculpa de Boris Casoy não passou de uma formalidade e que prevalece o preconceito e o tratamento desrespeitoso com a categoria, com os seus representantes legais e com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana de São Paulo.

Carta aberta à população (do Sindicato dos Garis e Varredores)

Garis de São Paulo são humilhados duas vezes

Não bastasse a frase desrespeitosa: ?Que m ?: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho?, captada pelo áudio aberto no encerramento de uma saudação de Feliz 2010 de garis e varredores, no dia 31 de Dezembro de 2009, na TV Bandeirantes, hoje (4/01/10), ao tentar entregar uma carta à Boris Casoy e à TV Bandeirantes, os diretores do Siemaco foram mais uma vez humilhados.

Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis, sequer, assinar o protocolo de recebimento. Não autorizou, inclusive, que os diretores do Siemaco, o Sindicato dos Garis e Varredores, entrassem nas dependências da TV Bandeirantes.

Atitude que confirma que a desculpa de Boris Casoy não passou de uma formalidade e que prevalece o preconceito e o tratamento desrespeitoso com a categoria, com os seus representantes legais e com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana de São Paulo.

Por isso, publicamos esta ?Carta aberta à população?, em busca de atitudes menos preconceituosas e para insistir na adoção de hábitos democráticos. Pois, os garis e varredores de São Paulo queriam provar para a TV Bandeirantes e para Boris Casoy que não aceitam a classificação desrespeitosa: ?O mais baixo na escala do trabalho?.

O preconceito e a afronta aos mínimos hábitos democráticos se confirmam pelas atitudes da TV Bandeirantes em não receber nossa carta de protesto e pelo tratamento desrespeitoso da jornalista Albertina, subordinada a Boris Casoy.

Eis a íntegra da carta que tentamos entregar ao apresentador Boris Casoy e que fomos obrigados a protocolar na TV Bandeirantes, que também não nos recebeu:

“São Paulo, 4 de Janeiro de 2010
De: Sindicato dos Garis de São Paulo
Para: TV Bandeirantes e Boris Casoy
Fazemos questão de registrar, formalmente, nossa indignação com a frase do apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes, no dia 31 de dezembro de 2009, quando afirmou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.

Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa Capital.

O esforço que os trabalhadores e trabalhadoras fazem, apesar de enfrentarem atitudes preconceituosas como a expressa por Boris Casoy, muito nos orgulha pois sabemos que somos parte integrante da preservação da saúde pública de nossa querida São Paulo.

Moacyr Pereira, presidente do Siemaco-SP, Sindicato dos Garis e Varredores de São Paulo.”

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Roberto Bomtempo no Teatro Leblon

Comemorando 25 anos de carreira, o ator Roberto Bomtempo se apresenta no Teatro Leblon, Sala Tonia Carreiro à partir de 12 de janeiro com três espetáculos:

Raul Fora da Lei (A História de Raul Seixas) às terças
Espia uma mulher que se mata às quartas e quintas
Tomo suas mãos nas minhas ás sextas, sabados e domingos

micaVirtualRaulEspia

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Bóris Casoy, Mídia, Dubai e quetais…

Desculpem, mas sinto-me um tanto constrangido a ir na contra-corrente do que certamente vocês estão pensando: na minha quase modesta opinião, Bóris Casoy não deveria ser unanimemente criticado como está injustamente sendo, mas, isto sim, deveria ser é homenageado como um dos mais autênticos heróis do jornalismo brasileiro de nosso tempo ou até mesmo de todos os tempos. As sinceras palavras com que respondeu à saudação dos garis que desejavam a todos nós “Feliz Ano Novo” ficarão célebres e se perpetuarão na história do nosso jornalismo. Vale a pena reproduzi-las:
“Que merda!… Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras.. O mais baixo da escala do trabalho…”
Algum incauto leitor (a) destas mal traçadas, digo, mal digitadas linhas certamente pensará que estou ironizando. Muitíssimo pelo contrario. Sem ironia alguma, repito uma vez mais que considero Boris Casoy um dos mais autênticos heróis do jornalismo brasileiro… Ninguém, nenhum jornalista, absolutamente nenhum, foi tão sincero, tão autêntico, disse algo com tanta espontaneidade e sinceridade… E com essa sinceridade, essa absoluta autenticidade, sem nenhum laivo de hipocrisia, Casoy tirou definitivamente a máscara… a máscara dele próprio e de toda a mídia brasileira… Mostrou e demonstrou a serviço de que classe social essa mídia da burguesada-banquerada realmente está… Fez muito mais: mostrou e demonstrou em palavras cruas, sinceras, diretas o absoluto desprezo que toda essa mídia (Jornal da BAND, Jornal Nacional, Folhaditabranda, Veja, Estadão, etcetal) e a classe social que ela – e ele, Bóris tão bem representam – têm pela classe trabalhadora, vale dizer, por todos nós, trabalhadores assalariados.
Volto a repetir o que sempre digo neste nosso democrático espaço virtual: se dependesse dessa gente (mídia, JN, Folhonaditabranda, Bóris & cia) é mais que evidente que a escravidão, de há muito, já teria voltado ao nosso país… Aliás, não é à custa de nada que “eles”, ou melhor, a mídia da burguesada-banquerada vive descendo a lenha nos movimentos sociais e não diz uma única palavra sobre os famigerados juros cobrados pelos empréstimos bancários, o real custo dos cartões magnéticos (4,5% sobre o preço de qualquer mercadoria que compramos), os celestiais preços dos remédios (a chamada “indústria da morte), etc., etc., etc…
Certa ocasião disse neste nosso democrático espaço virtual que acreditar na mídia da burguesada-banquerada – em especial no casal do JN – é a mesma coisa que acreditar em papai-noel (personagem, aliás, criado pela Coca-Cola) e recebi oito (ainda bem que não recebi sete, o número do mentiroso) e-mails contestando / protestando… Um desses e-mails, escrito num tom muito amável, dizia: “Mas aqueles dois são tão simpáticos…” Fico pensando: como é que alguém pode ser tão ingênuo a ponto de acreditar que o maior jornal televisivo de nosso país, que atinge milhões de brasileiros e que é sempre, sempre, sempre patrocinado por um banco, até por “banco que nem parece banco”, divulgue “a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade”?… Tem muita gente que acredita, milhões de pessoas acreditam, paciência…
Mas pra encerrar vou dar um exemplo da falsidade desses representantes da burguesada-banquerada, regiamente pagos. Por sinal que, segundo se propala, o salário do Bóris Casoy anda pela casa dos 500.000 reais por mês! Será verdade? Pode ser: ele mais que merece… Aliás, é falso dizer que esses super-salários são pagos pelas emissoras: nós, o povo brasileiro, é que pagamos esse pessoal todo, quando compramos as mercadorias indicadas por eles ou pelos programas que apresentam nos supermercados e lojas…
Mas vamos ao exemplo.
Há um cidadão, o mais ou menos simpático seu Amaury Jr., que vive propalando no seu programa que Dubai é o Éden, o céu na terra, o paraíso terreal … Quanto o seu Amaury embolsa e quem paga para ele fazer toda essa propaganda televisiva não sei, mas podem ter certeza de que de graça é que ele não faz… Pois bem: velejando pela internet, vejam só o que encontrei sobre Dubai, que reproduzo por minha conta e risco, sem autorização alguma e sem medo nenhum de ser processado pelo seu autor Johann Harri. Alguém pode pensar que é coragem minha. Pois eu digo que não é coragem nenhuma, já que, como vivo na maior dureza (como 95% do povo brasileiro), a sentença máxima que um juiz qualquer pode me penalizar é ordenar o sequestro de todos os meus bens, ou seja, de meu computador, de meus setecentos e tantos livros (por aí, nunca contei), de minhas trinta peças teatrais e cinco roteiros cinematográficos (esse material não tem jeito de me levarem: está tudo armazenado num pen-drive, que mantenho em local tão secreto, que nem a C.I.A. acha), quatro calças surradas, datadas da época em que minha ex-esposa disse que eu era tremendo chato e se mandou (Ah, sou sincero: uma calça e uma camisa estão em perfeito estado, já que as uso quando saio à caça de algum “free”, sempre mal remunerado), cinco cuecas (uma “samba-canção”), três pares de tênis todos rigorosamente hidrófilos, um par de sapatos chineses (25 reais, usado como está vale bem menos, mas tem um valor sentimental, já que foi presente de minha amada filha), seis pares de meias pretas (um par furado), um guarda-chuva made in Hong-Kong (5 reais, mas após uma semana de chuvas intensas aqui em Sampa está praticamente destroçado) e umas cinco / seis canetas bic e… acho que mais nada…
Bem, chega de conversa mole e vamos ao trecho do artigo, que reproduzo abaixo gratuitamente para vocês, sobre o que realmente ocorre em Dubai. O autor, como mencionei, é um certo Johann Harri (com “i” mesmo e não com “y”), de quem nunca tinha lido nada, mas que, como vocês vão notar pela leitura do texto, é realmente um craque do mais autêntico e esclarecedor jornalismo. O site dele, caso um de vocês queiram dar uma espiada, é : www.johannhari.com.
Murilo D. César

A VERDADE SOBRE DUBAI

A idéia de que Dubai é um paraíso de liberdade é uma das grandes mentiras de nosso tempo. Sim, lá tem Starbucks, Wall Mart, Dunkin’ Donuts, MacDonald, etc., mas abaixo dessas futilidades há uma ditadura construída por escravos.

As revistas da moda, os livros de turismo, apresentadores de tevê (Nota minha: tipo Amaury Jr.e quetais) e privilegiados orgulhosos moradores do emirado dirão a você que a cidade foi construída pelo Sheik Mohammed, o líder hereditário do país.

Claro que não é verdade. As pessoas que realmente construíram a cidade podem ser vistas em trabalhos forçados à beira das estradas ou no topo dos mais altos edifícios do mundo, num calor que os ocidentais não aguentariam mais do que 10 minutos. Eles foram enganados quando vieram, estão presos numa armadilha.

Em seus países de origem – Bangladesh, Filipinas ou India – disseram a esses trabalhadores que eles ganhariam fortunas em Dubai desde que pagassem antecipadamente uma alta taxa. Quando chegam, seus passaportes são tomados e seus salários representam apenas dez por cento do que foi prometido a eles.

Eles acabam trabalhando em condições extremamente perigosas, apenas para receber de volta o que eles pagaram antecipadamente. Vivem segregados em sujas cidades de lona fora de Dubai, onde dormem num calor insuportável e perto de esgotos a céu aberto. Eles não têm como voltar para casa. E se tentam reclamar melhores condições, apanham da polícia.

Eu encontrei tantos homens nesta situação que parei de contar, tal como as embaixadas disseram que pararam de contar quantos trabalhadores morrem nestas condições todo ano, mas de 1.000 só entre os indianos.

A Human Rights Watch chamou o sistema de “escravidão”. Entretanto, os ocidentais que correram para Dubai dizem com orgulho que eles “amam” a cidade, porque eles não têm que pagar nenhuma taxa e têm escravos domésticos para fazerem o trabalho pesado. Eles se treinam para não ver a dor.

Mas a falência de Dubai não acaba aqui: ela está ecológicamente liquidada. Esta é uma cidade construída no deserto, onde tudo é seco e nada se cria se não for mantido frio artificialmente. Isso faz com que ela tenha a mais alta taxa de emissão de carbono per capita da terra – algo como 250 por cento mais do que na América. A cidade tem que importar água dessalinizada – que custa mais do que o petróleo. Quando acabar o dinheiro, vai acabar a água.

Hoje Dubai será socorrida pelos Emirados Árabes Unidos – um rico produtor de petróleo – do qual é apenas um estado. Mas o petróleo não vai durar para sempre. E o mais importante, não há Banco de Moralidade que possa socorrer essa sinistra miragem no deserto.

Dubai:

Dubai finalmente está falida financeiramente – mas moralmente estava há muito tempo. A idéia de que Dubai é um paraíso de liberdade é uma das grandes mentiras de nosso tempo. Sim, lá tem Starbucks and Dunkin’ Donuts e a moda estilo Gucci, mas abaixo dessas futilidades há uma ditadura construída por escravos.

Se você for até lá com os olhos abertos – como eu fui no inicio deste ano – a verdade está escondida mas pode ser facilmente notada. Os livros de turismo e os orgulhosos moradores do emirado dirão a você que a cidade foi construída pelo Sheik Mohammed, o líder hereditário do país.

Isso não é verdade. As pessoas que realmente construíram a cidade podem ser vistas em trabalhos forçados à beira das estradas ou no topo dos mais altos edifícios do mundo, num calor que os ocidentais não aguentariam mais do que 10 minutos. Eles foram enganados quando vieram, estão presos numa armadilha.

Em seus países de origem – Bangladesh, Filipinas ou India – disseram a esses trabalhadores que eles ganhariam fortunas em Dubai desde que pagassem antecipadamente uma alta taxa. Quando chegam, seus passaportes são tomados e seus salários representam apenas dez por cento do que foi prometido a eles.

Eles acabam trabalhando em condições extremamente perigosas, apenas para receber de volta o que eles pagaram antecipadamente. Vivem segregados em sujas cidades de lona fora de Dubai, onde dormem num calor insuportável e perto de esgotos a céu aberto. Eles não têm como voltar para casa. E se tentam reclamar melhores condições, apanham da polícia.

Eu encontrei tantos homens nesta situação que parei de contar, tal como as embaixadas disseram que pararam de contar quantos trabalhadores morrem nestas condições todo ano, mas de 1.000 só entre os indianos.

A Human Rights Watch chamou o sistema de “escravidão”. Entretanto, os ocidentais que correram para Dubai dizem com orgulho que eles “amam” a cidade, porque eles não têm que pagar nenhuma taxa e têm escravos domésticos para fazerem o trabalho pesado. Eles se treinam para não ver a dor.

Mas a falência de Dubai não acaba aqui: ela está ecológicamente liquidada. Esta é uma cidade construída no deserto, onde tudo é seco e nada se cria se não for mantido frio artificialmente. Isso faz com que ela tenha a mais alta taxa de emissão de carbono per capita da terra – algo como 250 por cento mais do que na América. A cidade tem que importar água dessalinizada – que custa mais do que o petróleo. Quando acabar o dinheiro, vai acabar a água.

Hoje Dubai será socorrida pelos Emirados Árabes Unidos – um rico produtor de petróleo – do qual é apenas um estado. Mas o petróleo não vai durar para sempre. E o mais importante, não há Banco de Moralidade que possa socorrer essa sinistra miragem no deserto.

Johann Harri é um jornalista inglês. Website: www.johannhari.com

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Teatro Faap recebe espetáculo de Enrique Diaz

“In on it”, dirigido e produzido por Enrique Diaz, com os atores Emílio de Mello e Fernando Eiras, que interpretam os personagens Esse Aqui e Aquele Ali.
“In on it”, dirigido e produzido por Enrique Diaz, com os atores Emílio de Mello e Fernando Eiras

Em 15 de janeiro, o teatro Faap, na região central de São Paulo, recebe a estreia do espetáculo “In on it”, dirigido e produzido por Enrique Diaz.

Com texto de Daniel MacIvor, que aborda a condição humana, a montagem conta com as atuações de Emílio de Mello e Fernando Eiras, no papel dos personagens Esse Aqui e Aquele Ali.

A montagem, que já cumpriu temporada no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG), fica em cartaz na capital paulista até 28 de março.

Teatro Faap – r. Alagoas, 903, Consolação, região central, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3662-7000. Ingr.: R$ 50. De 15/1 a 28/3/2010. Não recomendado para menores de 16 anos

Popularity: 2% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Seleção – Espetáculo Infantil

A Companhia Retalhos da Memória está selecionando uma atriz-mirim entre 08 e 10 anos e atores e atrizes em geral desde que possuam registro profissional, para a produção de um espetáculo infantil, com estréia em março.
Os interessados em participar do processo de seleção devem enviar currículo e foto para dturri_ciarm@yahoo.com.br Assunto: Seleção Infantil.

Cia Retalhos da Memória

Douglas Turri
(15)9718-2644

Popularity: 3% [?]

Post to Twitter Tweet This Post

Page 1 of 7612345»...Last »
Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes